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Estratégia e pesquisa: posicionamento, preço e as provas por trás
Posicionamento, preço, pesquisa de mercado e análise de concorrência. O trabalho que acontece antes da primeira página: o que o mercado vai pagar, quem já está lá e quais afirmações você consegue sustentar quando alguém pede a fonte.
15 artigos
Marketing de produto: os 90 dias que decidem um lançamento
Noventa dias antes de um lançamento, quase toda decisão custa uma reunião. Trinta dias antes, quase toda decisão custa um trimestre, e ninguém no time admite que as caras são justamente as que ficaram para depois. O que parece um problema de calendário é, na verdade, uma ordem que ninguém escreveu. Você consegue nomear, sem consultar ninguém, a decisão que a sua mensagem atual foi escrita para expressar, e quem assinou essa decisão? Se a resposta exigir uma reunião, ela já diz bastante sobre o que foi pulado. O incômodo é que nada nesse caminho costuma atrasar: cada etapa chega na ordem em que o time estava livre para fazê-la. E é aí que a conta aparece, meses depois, num produto que o mercado nunca entendeu muito bem.
Martin H.Estratégia27 de out. de 2026Voz do cliente: voice of customer research sem orçamento de plataforma
Toda equipe já recebeu um relatório de pesquisa impecável que não mudou uma única decisão. As citações eram reais, o material era bom e, ainda assim, nada aconteceu. Quando foi a última vez que uma frase de cliente virou uma linha do seu roadmap? A resposta costuma ser desconfortável, e ela não tem a ver com falta de dado. Tem a ver com quem você ouviu e com o que você fez com o que ouviu. É exatamente nesse ponto que quase todo time para, porque a etapa seguinte exige uma escolha que ninguém quer assumir sozinho.
Martin J.Estratégia26 de out. de 2026Sales enablement: a estratégia que se escreve antes do conteúdo
O trimestre fecha, o relatório mostra quantas vezes cada material foi aberto, e ninguém pergunta o que o vendedor disse na conversa seguinte. Você conhece esse número de cor. Sabe também que ele não prova nada. O material cresce, a reunião de vendas repete o mesmo roteiro, e a lacuna fica sempre no mesmo lugar. Quantas peças do seu conjunto atual sobreviveriam a uma pergunta simples: um vendedor usaria isso no meio de uma ligação, sem pedir licença? E se o problema nunca tivesse sido a quantidade de material?
Martin H.Estratégia26 de out. de 2026Marketing de produtos: qual framework responde à decisão que você tem
Existe uma pasta na sua empresa onde os documentos de marketing se acumulam sem que ninguém os abra duas vezes. Você sabe qual é. Sabe também que o último material que entrou ali foi aprovado por todo mundo, e que ninguém mudou de ideia depois de lê-lo. O paradoxo é esse: quanto mais completo o framework, menos ele decide. Um canvas bem preenchido registra um acordo que já existia antes da primeira nota adesiva, não uma escolha que alguém fez naquela sala. Quantos desses documentos mudaram uma decisão de verdade, em palavras que alguém de fora do marketing usaria? A resposta costuma ser curta, e a distância entre ela e o tamanho do material é o que ninguém no time consegue explicar. Se o documento respondeu a uma pergunta que ninguém precisava fazer, qual era a pergunta que o time deixou de fazer?
Martin H.Estratégia26 de out. de 2026

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Inteligência competitiva: da coleta à decisão
Existe um tipo de profissional de marketing que sabe exatamente onde está o material dos concorrentes e não sabe responder o que mudou por causa dele. Ninguém admite isso em voz alta, e quase todo time de duas pessoas vive a mesma cena. A coleta virou hábito, o acompanhamento virou pasta, e a decisão continua esperando alguém marcar uma reunião. O gargalo não é ferramenta, orçamento nem disciplina. É que nunca houve acordo sobre o que conta como achado, então a leitura nunca chega até quem decide. O que precisaria acontecer com o seu próximo print para ele virar uma frase que muda alguma coisa? Enquanto essa resposta não existe, a pasta cresce e o time continua chamando de acompanhamento o que é só arquivo.
Martin J.Estratégia26 de out. de 2026Brand Marketing: o que as páginas de definição nunca dizem sobre o orçamento
Você é o tipo de profissional de marketing que já sabia que a verba de marca ia perder aquela discussão antes de ela começar. O que ninguém admite em voz alta é que o problema nunca foi o conceito, foi o instrumento que decidiu por ele. Quando foi a última vez que uma revisão de orçamento julgou o seu trabalho com uma régua capaz de enxergar o efeito? A defesa de uma verba de marca morre por falta de prova, não por falta de definição. E o último clique, que decide hoje, só vê o fim da cadeia. Se o efeito chega depois do prazo da revisão, o que sobra para mostrar na sala? O papel em branco que ninguém preencheu naquela reunião é o mesmo que vai decidir o seu orçamento na próxima. E ninguém ainda sabe o que vai nele.
Martin J.Estratégia21 de out. de 2026Declaração de posicionamento: o modelo e as provas que a frase precisa superar antes de sair da sala
Tem uma frase na sua empresa que todo mundo assinou e ninguém sabe defender. Ela está no deck, está no site, e some no instante em que um comprador pede a prova. O desconforto é este: o modelo que a produziu não tinha campo para isso, então o time preencheu oito lacunas e chamou o resultado de estratégia. Quantas palavras dessa frase um comprador já usou numa conversa real? A resposta costuma ser poucas, e as que sobraram são as suas, não as dele. O que decide se a frase sobrevive nunca esteve nos campos. E se o problema não for escrever melhor, e sim nunca ter colocado a frase na frente de quem precisa defendê-la?
Martin H.Estratégia21 de out. de 2026Messaging framework: as duas linhas que costumam estar no documento e ainda assim não funcionam
Alguém lê uma frase do documento numa reunião de vendas e a sala inteira concorda. A frase está errada desde a última mudança de preço, e ninguém percebeu. O documento foi aprovado, tem dono e está no drive, e nada disso impediu que uma linha expirasse em silêncio. Ninguém admite em voz alta, mas a revisão trimestral quase nunca acontece, e quando acontece ela relê o texto em vez de conferir os insumos que o sustentam. Você saberia dizer, agora, qual linha do seu framework muda quando o preço do plano do meio sobe? A resposta quase nunca está no documento. O que sobra é uma pergunta mais incômoda do que parece. Se a próxima revisão olhasse só o que mudou no produto, você ainda saberia quais linhas precisam ser refeitas?
Team AllAbleEstratégia18 de out. de 2026
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